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  • Ago

    29

    2014

Economia brasileira encolhe 0,6% no segundo trimestre

A economia brasileira registrou recuo de 0,6% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano, informou o IBGE nesta sexta-feira. A mediana de 41 projeções compiladas pela Bloomberg era de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) tivesse queda de 0,4%. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o recuo foi de 0,9%. Nesse tipo de comparação, os analistas esperavam contração de 0,6%. No primeiro trimestre, o desempenho foi revisado de avanço de 0,2% para recuo de 0,2%, o que caracteriza um quadro classificado pelos economistas como recessão técnica.

A última vez que o Brasil registrou uma recessão técnica foi no último trimestre de 2008 e primeiro de 2009 na esteira da crise internacional. A economia registrou recuo de 4,2% e de 1,7% respectivamente, na comparação com o trimestre anterior. Apesar de mais forte, ela foi rápida e no segundo trimestre de 2009, o PIB já crescia 1,9%.

Em 12 meses, a economia registra avanço de 1,4%. Com o recuo de 0,2% frente ao primeiro trimestre, o PIB brasileiro ficou em R$ 1,271 bilhão entre abril e junho.

Em relação ao primeiro trimestre, o setor que mais registrou recuo foi o da indústria, com queda de 1,5%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi ainda maior, de 3,4%, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2009, quando caiu 11,6%.

Já o setor de serviços, maior parte do PIB, teve queda de 0,5% frente ao trimestre anterior, mas avançou 0,2% ante o mesmo período de 2013. A agricultura teve alta de 0,2% frente ao primeiro trimestre e ficou estável (0%) em relação ao segundo trimestre de 2013.

CONSUMO DAS FAMÍLIAS AVANÇA

O consumo das famílias foi um dos poucos componentes do PIB com avanço no trimestre. Em relação ao trimestre anterior subiu 0,3%, após um recuo de 0,2% no trimestre anterior. Em comparação ao mesmo período do ano passado, avançou 1,2%, o 43º avanço consecutivo, fruto da elevação da massa salarial real em 4,3% e do crescimento nominal de 6% no saldo de operações de crédito livre para pessoa física.

Na comparação com o ano anterior, o item serviços de intermediação financeira teve alta de 2,5%, na contramão da queda média registrada nesse tipo de comparação.