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  • Abr

    10

    2014

Varejo da região de Osasco fatura R$ 3,8 bilhões em janeiro

O comércio varejista da região de Osasco registrou faturamento de R$ 3,8 bilhões em janeiro, o mesmo valor que igual mês de 2013. Comparado ao resultado de dezembro, quando as vendas tradicionalmente são elevadas pelas comemorações de fim de ano, o resultado foi 20,4% menor. Os números fazem parte da mais recente Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).
 
O desempenho do varejo na região, pela análise anual - janeiro de 2014 contra janeiro de 2013 -, foi um dos piores entre as 16 áreas apuradas. A média estadual, por exemplo, foi de alta de 6,3%. Contribuíram desfavoravelmente para o resultado de Osasco e entorno, os recuos verificados entre as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que tiveram receita de R$ 261,8 milhões (-38,6%); as lojas de móveis e decoração, com R$ 99,2 milhões (-26,2%); as lojas de autopeças e acessórios, cujas vendas somaram R$ 15,8 milhões (-32,6%); as lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, que conseguiram R$ 188,6 milhões (-21%); as concessionárias de veículos, com resultado financeiro de R$ 207 milhões (-20%); e as farmácias e perfumarias, que faturaram R$ 91 milhões (-10,8%). As lojas de departamentos praticamente não variaram, caindo 0,2% à R$ 341,9 milhões.
 
Três modalidades do comércio cresceram consistentemente, impedindo que a receita geral fosse reduzida em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O segmento "outros" teve um faturamento de R$ 1,3 bilhão, alta de 10,8%. Lojas de materiais de construção conseguiram receita de R$ 172,6 milhões, ao crescer 15,3% no período. O maior avanço foi registrado pelos supermercados, com R$ 1,2 bilhão (aumento de 17,6%).
 
Estado de São Paulo
No Estado, o varejo faturou R$ 41,2 bilhões em janeiro de 2014, crescendo 6,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior - descontada a inflação. Comparado com o resultado de dezembro, o valor ficou 21,4% abaixo, o que se justifica pela sazonalidade do período devido ao aquecimento do mercado no período de Natal e de festas de fim de ano.
 
Na comparação anual, dos dez segmentos pesquisados, quatro apresentaram retração de faturamento. As lojas de móveis e decoração encerraram o mês com R$ 616,6 milhões, queda de 0,9%. Já as lojas de eletrodomésticos e eletrônicos faturaram R$ 1,8 bilhão, ao recuar 3,7%. Com resultado de vendas também de R$ 1,8 bilhão, o segmento de lojas de departamentos foi o que teve a mais significativa variação, caindo 27,9%. Representativamente maior, as concessionárias de veículos conseguiram R$ 6 bilhões, com diminuição de 2,1% no período.
 
Pelo lado positivo, contribuíram bastante para a elevação da receita geral do varejo do Estado de São Paulo no período os desempenhos do setor de supermercados, que cresceu 11,8% ao atingir um faturamento de R$ 12,3 bilhões, e de "outros" do comércio, que avançou 13,7%, atingindo um resultado de R$ 8,8 bilhões. Os demais segmentos que tiveram avanço em vendas foram: materiais de construção, com R$ 3,4 bilhões (18,9% de crescimento); lojas de vestuário, tecidos e calçados, que faturaram R$ 3,3 bilhões (3,8% de alta); farmácias e perfumarias, cuja receita atingiu R$ 2,4 bilhões (11,3% de aumento); e autopeças e acessórios, com R$ 823,9 milhões (12,2% a mais que janeiro do ano passado).
 
Nota metodológica 
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informada pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 
 
As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e dez setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outros). 
 
Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.